sexta-feira, 2 de junho de 2017

10 Dicas para Professores que estão começando em uma nova escola.


O começo em uma nova escola é emocionante e ao mesmo tempo assustador. Você terá bons dias e outros serão mais desafiadores. E assim como qualquer outra atividade, aprendemos com nossas experiências. Segue algumas dicas que podem facilitar esse processo:

1. Seja um bom gerente. O gerenciamento de sala de aula é muitas vezes um problema, principalmente se o professor estiver começando na área da educação. Mas muitas situações de disciplina podem ser corrigidas examinando o ambiente para evitar problemas antes de ocorrerem. Embora seja essencial ter uma rotina consistente, também é importante ser flexível. Se os alunos não estão interessadas ou agindo, mude os planos. Desenvolva uma parceria de confiança com seus alunos. Isso pode tornar o seu trabalho mais fácil.

2. Seja paciente.  Leva um tempo para se instalar em um novo programa ou escola. Permita-se tempo para se ajustar ao seu entorno e aos colegas, crianças e pais com os quais você irá interagir diariamente. Estabeleça uma rotina e um cronograma regular. E procure maneiras de se manter motivado, profissionais desmotivados tornam-se improdutivos e duram menos no emprego. Em geral são substituídos por alguém mais inspirado em fazer um trabalho melhor.

3. Seja você mesmo. À medida que você se familiariza com a forma como cada aluno aprende e experimenta, deixe cada um se familiarizar com você. Deixe-os saber quem você é. Não seja desequilibrado em suas ações para não passar a ideia de que é uma pessoa emocionalmente instável. E cuidado com comportamentos que eles não consideram apropriado, ainda mais nos dias de hoje onde tudo pode ser postado e comentado nas redes sociais. Precisam confiar plenamente no seu professor, pois para eles não existe um meio termo. Oportunidades para construir relacionamentos positivos beneficiarão os alunos social e emocionalmente. Sirva como um modelo para as relações que você gostaria que eles construíssem um com o outro.

4. Conheça cada aluno. A melhor maneira de ensinar é primeiro compreendê-los. Precisam saber que você respeita e valoriza. Qual é a mensagem que eles recebem quando você toma tempo para conversar com eles, observá-las e aprender sobre elas como pessoas? Descubra quais são os seus interesses, temperamentos e estilos de aprendizagem? O que os motiva? Como eles aprendem melhor? Quais habilidades e talentos eles têm? Quais são os seus desafios? Quais são as circunstâncias especiais que os afetam? Com esse conhecimento você pode ensinar de forma a capitalizar seus pontos fortes e desenvolver sua confiança e competência.

5. Torne-se um observador intenso e regular. A observação é provavelmente a melhor ferramenta de um professor. Você aprende o que os alunos são capazes de desenvolver, como elas abordam a resolução de problemas, como gastam seu tempo, como interagem com os outros e com o que estão aprendendo. Para os professores, a observação serve para uma série de propósitos vitais, incluindo a possibilidade de acompanhar todo o crescimento e desenvolvimento de cada aluno, decidir se deve mudar ou modificar o meio ambiente e determinar se o seu currículo precisa ser alterado para melhor atender as necessidades da turma. Quanto melhor observador que você é, mais habilidoso você se tornará como professor.

6. Mantenha seu senso de humor. Ensinar é um trabalho sério; provavelmente não há mais nada importante. Mas também é um trabalho divertido. Você nunca deve perder de vista a alegria de estar com seus alunos. É mais do que provado que emoções podem ser contagiantes. Professores mal humorados geram alunos tensos e sem muita disposição para o aprendizado. Assim um professor feliz geralmente se reflete em uma turma alegre onde o conteúdo flui naturalmente.

7. Esteja preparado e organizado. Isso significa ter materiais prontos para atividades, bem como para trabalhos em grupo.  Equilibre os tempos de cada aula de maneira mais produtiva possível. Tenha e mantenha um cronograma de metas a serem alcançadas de curto e longo alcance.

8. Experimente novas ideias. À medida que você conhece seus alunos, seu planejamento para atividades e áreas de interesse mudará.  Leia todos os dias. Modifique suas atividades em sala de acordo com suas necessidades, e sempre pergunte a si mesmo: "De forma geral, isso é apropriado? O que eu quero realizar ao planejar / implementar isso? "Escolha cuidadosamente os materiais e manipulações que você fornece.

9. Reflita. Participar na auto-reflexão sempre leva a uma melhoria. Depois de tentar algo, pergunte a si mesmo: "O que funcionou sobre isso? O que não deu certo? Por quê? O que eu poderia fazer de forma diferente? "Não se preocupe se algo não funcionar inicialmente do jeito que você planejou. Aprender fazendo é muito eficaz, e quando reflete, você se permite a oportunidade de melhorar.

10. Seja um explorador. Veja as coisas como novas e modernas. Assim os alunos vão pegar seu entusiasmo. Expanda seus interesses. Faça perguntas abertas (o que acontecerá se ... como você fez / faz isso?). Respeite as idéias, os sentimentos e os pensamentos deles. Professores bem sucedidos em turmas complicadas e em escolas consideradas difíceis, ou até mesmo violentas, tiveram como ponto de partida a vontade de vencer seus desafios profissionais. E entendendo que essa vitória vem aos poucos, dando um passo por vez. Divirta-se sempre. Você escolheu essa profissão por um motivo. Aproveite cada dia. Não se preocupe se algo não funcionar como planejado. Reflita e aprenda com suas experiências. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Textos são o foco da Língua Portuguesa nos exames



Questões puramente gramaticais são raras e dão lugar à interpretação e aplicação prática dos conceitos.

Aquela prova de Língua Portuguesa cheia de questões teóricas de gramática está quase extinta dos vestibulares. Nos modelos atuais das principais universidades e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o foco é nos textos, muitos textos, e interpretação. Mas se o gramatiquês não aparece, os conceitos ainda são necessários.

De acordo com o professor e coordenador de Português do Curso ETAPA, Heric Palos, é uma tendência dos exames reduzir tudo aos textos, verbais ou visuais, e à interpretação deles.

O professor explica que o foco é naquilo que faz parte do dia a dia dos candidatos. “Tem aparecido muito quadrinho, muita propaganda, infográficos, textos que estão adequados ao cotidiano”, comenta Palos. Trechos de artigos podem aparecer, mas são menos comuns e geralmente seguem a mesma linha de contextualização.

Sem decoreba

Se no passado era comum que as provas tivessem uma cobrança direta de conceitos gramaticais, isso não é mais regra. No entanto, Palos alerta que eles não podem ser deixados de lado. “O texto não é absolutamente nada - a questão é o que se faz com o texto. A gramática vai dar os mecanismos, o instrumental, para lidar com o texto”. No entanto, a decoreba não funciona. “Não cai mais o gramatiquês, mas é preciso saber gramática”, completa. Se a decoreba não funciona mais e o gramatiquês caiu em desuso, é necessário saber gramática tanto para a redação quanto para a solução de questões que envolvem concisão, coesão, pontuação, figuras de linguagem, entre outras. “Muitas vezes, o conceito é dado e cobra-se a percepção daquilo”, comenta. Por exemplo, pode ser apresentado um texto e a questão pedir para que seja identificada uma metáfora. “Dá-se um exercício de ambiguidade que pode ser resolvido com uma vírgula, por exemplo. Mas se não houver domínio do uso da vírgula, não se vai resolver”, cita.

Nas provas de vestibular e Enem, o professor ressalta que o ponto central cobrado é o entendimento dos textos. Segundo ele, os testes provocam uma interpretação guiada para saber se o estudante entendeu o que está escrito. “A questão é você interiorizar a regra e usá-la de forma consciente”, explica.

 Fonte: g1.globo.com Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 30 de março de 2017

Atividade sobre Texto Literário e Texto Não Literário (denotação e conotação)



Texto I - Descuidar do lixo é sujeira 
Diariamente, duas horas antes da chegada do caminhão da prefeitura, a gerência (de uma das filiais do McDonald’s) deposita na calçada, dezenas de sacos plásticos recheados de papelão, isopor, restos de sanduíches. Isso acaba proporcionando um frequente e lamentável banquete de mendigos. Dezenas deles vão ali revirar o material e acabam deixando os restos espalhados pelo calçadão. (Veja São Paulo, 23/12/1992)

Texto II - O Bicho (Manuel Bandeira)
Vi ontem um bicho 
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

# Exercícios:
1. Os dois textos apresentam semelhança quanto ao conteúdo. Qual é essa semelhança?

2. O texto I, considerando o título, parece enfocar o quê?
a) homens se alimentam de lixo
b) sujeira que os mendigos deixam na rua
c) o McDonald´s deposita sacos de lixo na calçada
d) o caminhão da prefeitura recolhe o lixo

3. No Texto II, que sentimento do eu lírico se manifesta na expressão "meu Deus"?
a) crueldade
b) indignação
c) euforia
d) conformismo

4. Qual dos dois textos é literário? Por quê?

5. Qual é não literário? Por quê?

6. Explique a diferença entre sentido denotativo e sentido conotativo a partir do verso "Vi ontem um bicho".

7. Qual alternativa abaixo a palavra destacada foi empregada no sentido conotativo (figurado)?
a) "Dezenas deles vão ali revirar o material..."
b) "... deposita na calçada dezenas de sacos..."
c) "... deixando restos espalhados na calçada."
d) "... propiciando um lamentável banquete..."

8. Marque a afirmativa correta sobre o Texto II - "O bicho"
a) é gênero dramático
b) é gênero narrativo
c) é gênero lírico
d) é gênero jornalístico

# Explique sua resposta:

9. No texto I, foi empregada uma palavra em que houve alteração na grafia após o Novo Acordo Ortográfico. Qual é essa palavra?
a) gerência
b) sanduíches
c) frequente
d) lamentável

# Explique sua resposta:

10. Sobre a variedade linguística utilizada nos dois textos, foi empregada com predominância
a) a variedade padrão em ambos os textos
b) a variedade não padrão em ambos os textos
c) a variedade literária nos dois textos
d) a variedade jornalística nos dois textos

Fonte: Português: Linguagens

# RESPOSTAS (GABARITO) Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sexta-feira, 17 de março de 2017

Análise do poema "Erro de português" (Oswald de Andrade)


Assunto: Modernismo no Brasil (1ª fase) 

- Os modernistas brasileiros surgiram com o sentimento de liberdade de criação e desejo de romper com o tradicional.
- Tem início oficial com a Semana de Arte de Moderna de 1922, com apresentações de artistas;
- Principais nomes dessa fase: Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Manuel Bandeira.

Leia o poema abaixo de Oswald de Andrade:

Erro de português

Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.

# Exercícios:
1. A que fato da história do Brasil o 1º verso se refere?

2. Metaforicamente, a que fato se refere o 3º verso?

3. O poema nos traz uma hipótese: a inversão do fato histórico.
a) Que verso expressa essa possível inversão?

b) Expliquem os versos seguintes (os 2 últimos). Quais poderiam ser as consequências da inversão?

4. Enfim, as palavras "vestir" e "despir" foram empregadas em que sentido no poema?

5. Identifique 3 características da linguagem poética do Modernismo nesse poema.

6. Oswald lamenta a história como foi: "Que pena!". Você acha que, se os portugueses não tivessem colonizado, mas sim se submetidos à cultura indígena, nosso país estaria melhor? Justifique sua resposta.

terça-feira, 7 de março de 2017

Atividade sobre sentido denotativo e sentido conotativo


Assunto: Denotação e conotação

Leia estes textos:

TEXTO 1
Cavalo de fogo

Mas a minha mais remota recordação
só muito tempo depois eu vim a saber que era um cometa
e precisamente o cometa de Halley
– maravilhoso Cavalo Celestial! –
com a sua longa cauda vermelha atravessando, ondulante, de lado a lado,
bem sobre o meio do mundo,
a noite misteriosa do pátio...
Jamais esquecerei a sua aparição
porque
naquele tempo de espantos e encantos
o cometa de Halley não se contentava em parecer em cavalo, apenas:
o cometa de Halley era um cavalo!
(Mario Quintana)

TEXTO 1
Cometa. [...] Astro geralmente formado de um núcleo pouco denso, quase sempre com uma cauda luminosa e que descreve, em torno do sol, uma elipse muito alongada. (Dicionário Escolar da Língua Portuguesa) 

Exercícios:
1. Apesar das diferenças que têm quanto à linguagem e à organização, os dois textos apresentam um assunto em comum. Qual é ele?

2. Compare estes dois conceitos de cometa:
"maravilhoso Cavalo Celestial com a sua longa cauda vermelha"
"Astro formado de um núcleo pouco denso, quase sempre com uma cauda luminosa"

a) Em qual dos conceitos há uma explicação objetiva (sentido comum)? Por quê?
b) Em qual dos conceitos há uma explicação com sentido subjetivo (figurado)? Por quê?

3. Para dizer o que é um cometa, o autor do texto I atribui características a ele por meio de imagens. Veja:
"Cavalo Celestial com a sua longa cauda vermelha"

a) Que características o cometa (de Halley) e um cavalo têm em comum?
b) Qual a razão do emprego do adjetivo celestial?

4. Quais versos expressam, na visão do eu lírico, quando menino, a certeza de que o cometa não era um astro, mas um animal?

5. Compare os dois textos.
a) Qual deles explora as emoções do autor e do leitor?
b) Qual deles é mais objetivo e impessoal?

Fonte: Cereja e Magalhães (Português: Linguagens)